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quinta-feira, 21 de julho de 2011

27° pensamento:


04:00,

Chorei. Chorei por ter desperdiçado tudo, por ter sido tão inútil e por lembrar dos bons momentos. Aquelas pessoas eram especiais demais. O jeito, o carinho, diferente do comum.
Eu não merecia aqueles sorrisos, nunca mereci. Como pude ser tão injusta, tão orgulhosa, tão pateticamente trouxa? Eu fui fraca, tola, hipócrita, mas me perdoem, por favor me perdoem. TODOS!
Sinto raiva de mim mesma, raiva do meu caráter e do meu ego. Isso me impediu de acertar. Eu sempre erro. Sempre.
Meu coração dói. Queria passar por tudo, fazer tudo diferente. Queria ter acertado com eles ao menos uma vez. Queria merecer sua amizade. E se eles lerem isso, vão pensar "é mais um joguinho dela". Não sei se me perdoariam. Não sei se poderia vê-los novamente. Nem sei se conseguiria olhar nos seus olhos.
Como pude ser assim um dia? Como esse orgulho e egoísmo fizeram parte de mim?
Aqueles que me obrigaram a gostar de rock, que mudaram pensamentos e opiniões, que se preocupavam comigo enquanto eu acertei.
É eu tive um melhor amigo. Desenhista nato. Personalidade única, pensamentos honestos. Despreocupado e nerd. Ele foi fiel, eu ignorei. Ele nunca mudou, continua o mesmo de ontem. Eu sinto sua falta, nunca encontrei sorriso mais sincero.
Eu tive um 2º melhor amigo. Sentava sempre por perto. Gostava de bonés e de rabiscar. Ele me contava tudo, mas vivia me chamando de chata. Metido, curioso. Menos chato que o Clétos. Ele era essencial, único. Ele confiou em mim, eu ignorei. Nós brigamos e eu me arrependi demais.
Não vou classificá-los, porque não há distinção entre suas importâncias. Absurdamente sinceros e tímidos. Um era conselheiro. Atencioso, sempre a disposição. Observador e praticamente um psicólogo. Outro era discreto, mas nunca ficava despercebido.  Ele tinha alguns fios brancos, mas não tinha muita relação com experiencia, talvez com ansiedade ou nervosismo. Tremia compulsivamente. Amável, fofo, encantador. 
Tantas qualidades, personalidades, ignoradas. Atitudes esquecidas. Quantas vezes as palavras "chance" e "mudar" apareceram em nossa história?
Eu também tinha amigas lindas e companheiras. Não precisei dar nenhum passo, elas vieram até mim. Nós conversávamos demais, demais mesmo.
Querida, fofa e companheira. Inventamos algumas receitas fora de expediente e batemos algumas fotos. Nos assustamos, ficamos com medo, dormimos abraçadas. Rimos demais. A casa dela era um ponto de reabastecimento mensal. Ela sabe. Deve saber que também me faz falta.
Risonha, alegre e comunicativa (até demais). Nós eramos amigas e ainda mantemos contato por um tempo. Sinto falta da sua simpatia e do seu carinho. Da sua presença.
Nós três rimos, choramos e nos divertimos juntas. Eu queria estar junto delas de novo, nunca vou confiar em ninguém como nelas.
Não poderia esquecer da amiga das minhas amigas. Não éramos próximas, mas eu admirava seu caráter. Menina forte e decidida. Não tiro sua razão de não querer se aproximar de mim.

Olha eu não pensava em mostrar isso aos quatro cantos do mundo, mas é necessário. É necessário que saibam d
o meu arrependimento e que me perdoem. Me aproximar de vocês pode ser improvável, vocês perderam a confiança em minhas palavras. Não quero fazer parte do seu "Ka-tet", só peço que me perdoem, que quando lembrarem daqueles tempos, não recordem daquelas atitudes medíocres, daquela menina medíocre, que quer deixar de ser ex-amiga. Queria revê-los para que pudessem ver em atitudes como me importo e como me arrependo e não em palavras vazias.

Eu tenho carinho por vocês, sinto que nossa distância chegou em um limite e eu estou apenas estou tentando alcançar aquilo que deixei escapar. Eu nunca vou merecer o perdão de ninguém, mas não posso deixar de pedir, por favor me perdoem. Todos vocês marcaram minha vida e não quero perde-los de vista.

Espero que entendam e que não me julguem. Eu nunca fui tão corajosa em minha vida.